Tem vergonha do seu MVP? Acredite, você está no caminho!

Tem vergonha do seu MVP? Acredite, você está no caminho!
Por Equipe Exact  |   18 de Fevereiro de 2016
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O produto ainda não está finalizado, alguns recursos ainda não funcionam como deveriam e você está extremamente inseguro sobre qual será o futuro do seu negócio. Esse cenário, apesar de preocupante, é o ideal para empresas - sobretudo de tecnologia - validarem processos e construírem seus produtos ou serviços de forma otimizada e objetiva. De acordo com o Reid Hoffman, fundador do Linkedin, “se você não fica envergonhado com a primeira versão do seu produto, você demorou demais para lançá-lo.”  Portanto, neste post vamos falar sobre o mínimo produto viável (MVP) e a importância de lançá-lo no momento certo.  


Tempo de leitura: 6 minutos Neste post você lerá sobre:

  • Alguns mitos;
  • Como iniciar um mínimo produto viável;
  • iPhone: um dos mais famosos cases;
  • Cuidado com o preciosismo.

 Seguindo a citação de Hoffman, é muito importante você abrir mão do sonhado “produto ideal” e ter o MVP, sigla do inglês minimum viable product ou, ainda, o mínimo produto viável. O MVP é uma versão inicial, uma entrega básica que consiga sanar uma dor de mercado. Como consequência, esta ação trará dois resultados principais: faturamento inicial, ajudando a rodar a operação numa fase de investimentos; e muito aprendizado, guiando o desenvolvimento e prototipando as funcionalidades mais importantes e relevantes para o mercado.

Deve ficar bem claro que entregar o mínimo produto viável -- MVP -- não é sinônimo de entregar algo mal feito ou que não consiga atingir seu objetivo mínimo. Também, jamais aceitar que aquela será sua versão final, definitiva. O nosso co-fundador Felipe Roman resume bem:

Com o aprimoramento do produto, é possível também utilizar o conhecimento adquirido para sanar outras dores que esse mercado possui, descobrir outras funcionalidades que são latentes àquele mercado e tracionar o seu negócio de forma consistente e saudável, inclusive gerando novos negócios de forma assertiva. Para isso, também é importante qualificar e registrar todas as informações recebidas, gerando inteligência e fazendo com que esta sirva à empresa.  

Um dos cases mais famosos sobre mínimo produto viável: iPhone

 O processo de lançamento do primeiro iPhone ilustra muito bem sobre o que é um mínimo produto viável. Lançado internamente antes do mundialmente famoso discurso de Steve Jobs, ele não tinha uma série de recursos básicos, como procurar por nome na sua lista de contatos ou simplesmente copiar e colar. Neste momento, a Apple entrava em um mercado diferente, precisando validar a viabilidade do seu negócio e, por isso, o MVP faria todo o sentido.

O objetivo era sanar algumas das dores do mercado e receber feedbacks, assim ajustando seu aparelho e entregando sempre as melhorias detectadas. Com a ideia validada, eles confirmaram sua proposta e o iPhone é, hoje, o smartphone mais vendido da história.

O conceito de mínimo produto viável está muito ligado com o livro Lean Startup, escrito por Eric Ries que, de forma geral, trata de desenvolver estratégias para agir sem que envolva desperdício de recursos, tempo e dinheiro. O foco está em atingir a maior qualidade no menor tempo possível, diminuindo qualquer dúvida ou incerteza. Se a dor de seu público é movimento, não adianta criar um produto onde essa funcionalidade vai existir apenas no final, invalidando todo o processo.

Comece com algo que possui movimento, um skate. Com as informações que você está acumulando por estar em contato com seu público-alvo, melhore seu produto e tire esse investimento do próprio processo e não diretamente “do seu bolso”. Adiante, você estará distribuindo um carro e sanando outras dores, como por exemplo uma movimentação mais ágil ou eficiente em dias de frio e chuva. A imagem abaixo mostra a questão das dores de forma clara.  

Entenda o mercado que você vai atuar, crie uma solução que consiga resolver os problemas mais latentes, invista em marketing e no comercial da sua empresa para que você tenha um processo de venda que consiga gerar receita. Organize os feedbacks recebidos e continue melhorando seu produto até que você atinja o sucesso.  

Cuidado para não construir sua Ferrari

Muitos empreendedores pecam em não saber o momento certo de considerar seu MVP formado e ir para o mercado vender. Por tudo que vimos, sua atenção deve estar em sanar as dores básicas que seu produto se propõe. A partir deste momento seu mínimo produto viável, provavelmente, estará formado. Neste sentido, temos muitos casos de empresas que ficam preocupadas em formar o produto perfeito, sua “Ferrari”.

O problema é para quem este produto é perfeito. Afinal, mesmo sendo uma Ferrari, talvez ela não seja o melhor dos carros para rodar em uma estrada esburacada e com quebra-molas. Ou ainda pior, muitas empresas constroem suas Ferraris e no final não tem dinheiro para colocar gasolina. Assim, construa primeiro seu MVP e, em seguida, seu processo de vendas e lembre-se: este momento é, principalmente, de coleta de dados ricos, buscando entender ao máximo os mercados alvo e o quão seu produto está preparado para eles.

Desta forma, a pré-vendas se coloca como uma etapa fundamental de coleta de dados ricos, e um software que facilite a extração e o cruzamento destes dados acaba sendo um forte aliado neste sentido. Se você deseja saber mais sobre processo comercial, contate um consultor especializado Exact Sales.   

Equipe Exact



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